Derivatives

Modelagem defensável para payoffs não-lineares.

Padrões aplicáveis

CPC 48 · IFRS 9 · CPC 46 · IFRS 13 · IVS 500

Equipe líder

Carlos B. Gonçalves · Maria Messeder · André Freitas

Mandato típico

2 a 6 semanas, conforme complexidade do payoff

Quando essa prática é aplicada

Quando essa prática é aplicada

A avaliação de derivativos é demandada por instituições financeiras, gestoras de fundos, M&A counsel e companhias listadas. Em todos os casos, o desafio central é demonstrar que o modelo aplicado é defensável dado o payoff e os dados de mercado disponíveis.

Modelos aplicados

Modelos aplicados

A escolha do modelo é determinada pela estrutura do payoff: não por preferência metodológica. Cada família resolve um conjunto específico de problemas, e aplicar o modelo errado é falha técnica antes mesmo dos inputs.

Closed-form solution

Black-Scholes-Merton (BSM) e extensões

Aplicado a opções europeias plain-vanilla sobre ativo único com volatilidade constante e exercício único na maturidade. Extensões: Merton para opções sobre ações com dividendos, Garman-Kohlhagen para FX, Black-76 para opções sobre futuros: calibram o modelo para classes específicas. Útil para benchmarking inicial mesmo quando o payoff real exige modelagem com payoff condicional.

Lattice models

Modelo binomial (Cox-Ross-Rubinstein) e trinomial

Aplicado a opções americanas com possibilidade de exercício antecipado, opções com dividendos discretos e opções com barreiras simples. O modelo binomial permite tratamento explícito de eventos discretos no tempo: útil para stock options com cliff vesting, earn-outs com gatilhos anuais e instrumentos com renovação contratual.

Simulation

Monte Carlo (path-dependent e multi-asset)

Aplicado a payoffs que dependem da trajetória completa do underlying (path-dependent), múltiplos underlyings correlacionados, ou estruturas com payoff não-monótono. Cobre earn-outs com cap e floor, opções asiáticas, opções com lookback, payoffs em cesta correlacionada e contingent consideration com gatilhos múltiplos. Calibração de correlação e volatilidade é o ponto técnico crítico.

Procedimento técnico

Procedimento técnico

O procedimento abaixo é aplicado integralmente a derivativos materiais. Para derivativos plain-vanilla com mercado ativo (Level 1 / Level 2), o procedimento é simplificado para mark-to-market direto ou mark-to-model com inputs observáveis.

  1. Decomposição do payoff

    Análise contratual completa para identificar todas as opcionalidades embarcadas, gatilhos de exercício, cláusulas de cap, floor, barreira, knock-in/knock-out e dependência de trajetória do underlying.

  2. Classificação contábil

    Determinação da classificação sob CPC 48 / IFRS 9: fair value through P&L (FVTPL), fair value through OCI (FVTOCI), ou outra categoria aplicável, com tratamento explícito de derivativos embarcados que exigem separação do host contract.

  3. Seleção do modelo

    Escolha justificada do modelo de avaliação conforme estrutura do payoff. Modelos mais simples são preferidos quando produzem resultado equivalente: Occam aplicado ao quantitativo.

  4. Calibração de inputs de mercado

    Construção das curvas de juros (zero rate por currency, com bootstrapping de swaps e treasuries), curvas de volatilidade implícita, correlações históricas e implícitas, dividendos esperados e custos de carregamento.

  5. Modelagem do underlying

    Para derivativos sobre ativos sem mercado líquido (private equity, real estate, intangíveis), construção da distribuição esperada do underlying via DCF, simulação de cenários ou volatilidade histórica de proxies setoriais.

  6. Cálculo do fair value

    Execução do modelo selecionado com inputs calibrados. Para Monte Carlo, mínimo de 100.000 simulações com testes de convergência. Para lattice, número de steps suficiente para precisão de 0,1% no fair value.

  7. Análise de sensibilidade (Greeks)

    Cálculo de delta, gamma, vega, theta e rho para mensurar sensibilidade aos inputs críticos. Em derivativos materiais, sensibilização adicional aos parâmetros do modelo (correlação, volatilidade não-observável).

  8. Working papers, laudo e defesa técnica

    Documentação completa do modelo, inputs, fontes, calibração e código. Laudo formal sob padrão CPC 48 / IFRS 9, com disponibilidade para defesa em revisão por auditor e administrador fiduciário.

Áreas de atenção

Áreas de atenção

Derivativos são a classe técnica onde modelo e inputs estão sob escrutínio simultâneo. Os pontos abaixo concentram o maior volume de revisão.

Padrões aplicáveis

Padrões aplicáveis

Norma Escopo
CPC 48 / IFRS 9 Instrumentos Financeiros: classificação, mensuração, derivativos embarcados, hedge accounting.
CPC 46 / IFRS 13 Mensuração do Valor Justo: hierarquia Level 1, 2 e 3, técnicas de avaliação, sensibilidade.
CPC 10 / IFRS 2 Pagamento Baseado em Ações: mensuração de stock options e instrumentos com liquidação em equity.
CPC 15 / IFRS 3 Combinações de Negócios: referência para mensuração inicial e subsequente de earn-outs e contingent consideration.
IVS 500 Crédito Privado & Estruturados: padrão internacional para avaliação de instrumentos financeiros, incluindo derivativos.
CVM Inst. 235, 475 Divulgação de derivativos por companhias abertas e fundos de investimento estruturados.
Casos representativos

Casos representativos

Engajamentos envolvendo avaliação de derivativos e opcionalidades embarcadas conduzidos pela equipe CBG.

Equipe líder

Equipe líder

Managing Partner

Carlos Bernardo Gonçalves

20+ anos em M&A, structured finance e corporate finance. Experiência em modelagem de earn-outs, contingent consideration e instrumentos híbridos sob IFRS 9.

Sr. Manager · BV

Maria Messeder

10+ anos em consultoria de valuation, com passagem prévia por Big Four. Experiência específica em mark-to-model de derivativos e cotas Level 3.

Manager · BV

André Freitas

10+ anos em valuation, com background em Monte Carlo, modelos lattice e calibração de inputs de mercado para instrumentos estruturados.

Próximo passo

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